Directório União Europeia

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Foi uma "jogada genial de Papandreou"

Em causa está o referendo ao programa de ajuda financeira na Grécia.

Manuel Maria Carrilho defendeu esta terça-feira na TVI24 que a decisão de Papandreou de levar a referendo uma nova ajuda externa à Grécia, foi uma "jogada genial", uma vez que devolve ao povo o poder da decisão, ou seja, o factor democracia.

"Eu acho que no poker europeu é uma jogada genial, um lance genial de Papandreou. No sentido em que vai alterar os dados, todos os dados do jogo. Introduz um factor que foi aqui falado que é a democracia", disse.

Carrilho considerou ainda que o primeiro-ministro grego não tem nada a perder. "Eu não compreendo que se esteja a dizer aos gregos, há não sei quantos meses, paguem as dívidas, e quando se apela ao voto, se diga: não se pode, os gregos não podem decidir o seu destino. Colocaram Papandreou numa situação que ele não tem nada a perder", afirmou.


Atualizado em 21-11-2011

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Fundo alemão propõe 50 serviços a inquilinos de escritórios (2)

Gestora de activos do gigante de seguros Munich Re controla em Portugal sete edifícios avaliados em 100 milhões.

Para se diferenciar da concorrência, o fundo alemão MEAG - gestor de activos de 100 milhões de euros em Portugal do grupo segurador Munich Re - está a propor aos futuros inquilinos do seu edifício de escritórios D. Diniz, na Quinta da Fonte, em Oeiras, cerca de 50 serviços através da empresa Mordomias. "O sucesso que obtivemos em Paris e noutras cidades fez com que importássemos o conceito de escritórios com serviços para Portugal", explica Stefan Unterburger, gestor de activos da MEAG. O serviço poderá ser contratado directamente pelo inquilino do edifício ou individualmente pelos funcionários. "Existe as duas opções: ou o inquilino contrata com a empresa de prestação de serviços, ou o funcionário paga os serviços que utilizar", defende André Almada, da CBRE.

Na entrada principal do edifício D. Diniz, comprado pela MEAG em 2002, haverá um ‘conciérge' disponível para responder aos pedidos dos colaboradores das empresas que aí se irão instalar. "Os colaboradores poderão dispor de serviços de lavandaria, compras pessoais, como medicamentos, transporte para crianças, ou ‘baby-sitting', entre outros", conta André Almada. A oferta destes serviços permite aos colaboradores maior dedicação às tarefas na empresa, aumentando dessa forma a produtividade. Duas empresas já se mostraram interessadas no conceito do D. Diniz. "Duas empresas internacionais, com presença em Portugal, procuram espaços mais pequenos e perspectivam ficar no D. Diniz", diz. As duas empresas poderão arrendar 3.500 metros quadrados (m2), mais de metade da área do imóvel (6.500 m2).

Investimento é de longo prazo

A MEAG é uma ‘subholding' do gigante Munic Re, uma das maiores seguradoras da Europa, e responsável pela gestão de dez mil milhões de euros em activos imobiliarios. Em Portugal, a MEAG gere sete edifícios na Grande Lisboa com um valor superior a 100 milhões de euros. Apesar das dificuldades neste momento em arrendar espaços de escritórios, o representante da MEAG para Portugal não se sente pressionado para reduzir a sua presença no mercado nacional. "A MEAG tem uma perspectiva de investimento de longo prazo. Claro que tornou-se mais difícil encontrar inquilinos para os prédios em Portugal, mas essa é uma situação em que estamos confortáveis", disse Stefan Unterburger.

E há perspectivas para novos investimentos em Portugal? "Uma compra depende das oportunidades. Neste momento não temos uma lista de prédios, mas no médio prazo isso poderá acontecer", frisou ainda Unterburger. Para já, este conceito que a CBRE está a promover em nome da MEAG apenas será aplicado a este edifício do fundo alemão, não estando previsto alargar a outro dos seis imóveis do grupo em Portugal.

Atualizado em 21-11-2011

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UE desconhece referendo grego mas Sarkozy vai telefonar a Merkel (act.)

O primeiro-ministro grego anunciou ontem que o segundo pacote de ajuda externa ao país vai ser levado a referendo. UE ainda não foi informada, mas o presidente francês vai telefonar à chanceler alemã ao meio-dia para falarem sobre o assunto.

A decisão grega de levar a referendo a ajuda financiera internacional deixou perplexos os parceiros europeus da república helénica, comentou à Bloomberg um deputado da coligação do governo alemão.

Sublinhe-se que a União Europeia ainda não foi informada dos planos anunciados pelo primeiro-ministro grego, George Papandreou, declarou um responsável da UE.

O ministro das Finanças alemão também disse que o governo berlinense não recebeu qualquer informação oficial, escusando-se a comentar a notícia.

Wolfgang Schäuble referiu que este é "é um novo desenvolvimento da política interna da Grécia de que o Governo alemão ainda não teve informação oficial e que, portanto, não vai comentar".

O anúncio surgiu "subitamente", disse o colega de partido de Angela Merkel e membro da União Democrática Cristã, Norbert Barthle, classificando a decisão como "surpreendente e muito arriscada". "Existe um imenso custo em risco. Sabemos como é que os cidadãos gregos irão tratar o Governo neste referendo? Não. Temos um novo risco", explicou.

O primeiro-ministro grego anunciou ontem que o segundo pacote de ajuda externa ao país vai ser levado a referendo. A notícia provocou muita turbulência nos mercados financeiros, porque um eventual chumbo pode implicar o incumprimento total da dívida grega.

Sarkozy ficou "consternado" quando soube do anúncio feito por George Papandreou, segundo noticia hoje o jornal francês "Le Monde". O presidente francês agendou para o meio-dia uma conversa telefónica com a chanceler alemã para falarem sobre o assunto, noticiou a AFP.

Oposição grega quer eleições antecipadas

Para o líder do partido Nova Democracia, principal opositor ao governo no Parlamento em Atenas, Antonis Samaras, a decisão do primeiro-ministro foi a gota de água.

O mesmo responsável sublinhou que as "eleições são agora não só um pedido como um imperativo".

Entretanto, uma deputada da maioria socialista grega abandonou hoje o grupo parlamentar em protesto contra a realização de um referendo sobre a ajuda da União Europeia à Grécia, anunciou a televisão pública Net, citada pela Lusa.

A saída de Milena Apostolaki deixa o primeiro-ministro grego, George Papandreou, com uma maioria de apenas dois deputados. Os socialistas passam a 152 deputados em 300 no parlamento grego, refere a mesma fonte.

 

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=516299

Atualizado em 21-11-2011

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Papandreou chefia hoje o seu último Conselho de Ministros

O contestado primeiro-ministro grego, Georgios Papandreou, afastar-se-á da chefia do Governo assim que for formado um novo Executivo de unidade e salvação nacional, devendo liderar hoje o seu último Conselho de Ministros, enquanto o Presidente do país, Karolos Papoulias, se está a reunir com todos os líderes partidários.O anúncio da iminente demissão foi feito por porta-voz do Governo, precisando que a reunião do Conselho de Ministros de hoje será a última a ser chefiada por Papandreou. O comunicado avança ainda que este encontro se destina a discutir os assuntos relacionados com a reunião de amanhã do grupo Euro, em que a Grécia se fará representar pelo ministro das Finanças, Evangelos Venizelos.
Porta-voz do partido socialista (PASOK, de Papandreou) confirmou que o primeiro-ministro se afastará assim que for anunciado o novo Governo, o qual, segundo as televisões gregas tem como candidatos à chefia Petros Moliviatis e Loukas Papaimos.
Uma outra fonte governamental, ouvida sob anonimato pela agência noticiosa francesa AFP, garantiu que a demissão de Papandreou não acontecerá sem que haja primeiro um acordo para a criação do Governo de unidade.
Os media gregos relatam ainda hoje, citando fontes oficiais sob anonimato, que o novo Governo de salvação nacional manter-se-á em funções durante quatro meses, com eleições legislativas a terem lugar na Primavera.
Já esta manhã, o líder do principal partido de oposição na Grécia voltou a exigir a demissão do já muito fragilizado primeiro-ministro, argumentando que este é o "preço político" que Papandreou tem que pagar para resolver o impasse político causado pela crise da dívida grega e o choque que causou a sua decisão em referendar a oferta de resgate feita pela União Europeia.
“É perigoso [que Papandreou continue a chefiar o Governo]”, afirmou Antonis Samaras, à saída de um encontro com o Presidente do país. O líder do partido Nova Democracia sublinhou ainda que se o primeiro-ministro se afastar “tudo então retomará o seu curso”, mas não clarificou se está ou não disposto a participar num governo de unidade como foi proposto há dias por Papandreou, quando este recuou na ideia de referendar a oferta europeia de resgate. Disse apenas que está "determinado em ajudar".
O primeiro-ministro tem insistido ao longo da última semana que a realização de eleições antecipadas deve esperar até à aprovação do resgate e terá conseguido ganhar algum tempo para respirar com a vitória na sexta-feira de um voto de confiança no Parlamento.

 
Fonte: http://publico.pt/1519706

Atualizado em 13-11-2011

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