Directório União Europeia

Novo exame da troika a Portugal tem novos rostos

Reforma do Estado e défice para 2014 são pontos mais polémicos

A próxima visita da troika a Portugal vai ser marcada pela estreia de Subir Lall (FMI) e John Berrigan (Comissão Europeia), mas também será a primeira com Paulo Portas e Maria Luís Albuquerque a chefiar a comitiva nacional. Os representantes da troika, composta pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), pela Comissão Europeia (CE) e pelo Banco Central Europeu (BCE), chegam a Lisboa hoje para dar início às oitava e nona avaliações ao Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), que vão decorrer em simultâneo, depois de o sétimo exame se ter prolongado por mais tempo do que o previsto.

A reforma do Estado deverá ser o ponto mais quente das duas avaliações, à semelhança do que aconteceu na última avaliação e que acabou por atrasar o fecho da negociação. Uma das medidas, a requalificação, já foi chumbada pelo Tribunal Constitucional. Os cortes, no valor de quase 4,8 mil milhões de euros, já deviam ter sido apresentados até 15 de Julho, mas até ao momento as medidas a adoptar ainda não estão fechadas.

Outros dos temas em cima da mesa serão a meta do défice para 2014 e a adopção de um programa cautelar, a entrar em vigor quando os nossos credores internacionais saírem do país e Portugal regressar aos mercados. A meta do défice para o ano que vem já gerou divergências entre o executivo e os credores internacionais, com o valor a oscilar entre os 4,5% e os 4% do PIB. "O governo continua a pensar que a meta de 4,5% [para o défice de 2014] é a mais adequada", defendeu Paulo Portas na semana passada no parlamento. Já a troika reviu este valor em alta para 4% do PIB durante a sétima avaliação e ainda não se mostrou disponível para uma nova reavaliação deste valor.

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