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Portugal celebra 30 anos na União Europeia

No passado dia 8 janeiro realizou-se a cerimónia que assinalou os 30 anos de adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

“O verdadeiro grande desafio que a Europa hoje enfrenta não é o das crises que tem de enfrentar, seja no quadro do euro, seja no quadro da gestão da fronteira externa, mas o de conseguir encontrar as soluções necessárias no âmbito de um processo democrático supranacional que envolva os cidadãos e responda aos seus anseios”, afirmou o Primeiro-Ministro, António Costa, na cerimónia onde estiveram presentes o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, o Presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, e o ex-presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, bem como o Presidente da Assembleia da República, membros do Governo, ex-membros do Governo, deputados, e o Comissário Europeu Carlos Moedas.

Sobre o papel de Portugal na União Europeia, António Costa afirmou que o País terá de ser “um agente ativo das políticas europeias, e não um simples beneficiário passivo dessas políticas». «Num projeto desta dimensão - que tem na coesão solidária o seu cimento unificador -, todos estão dependentes de todos, como a crise na zona euro, o enorme afluxo de refugiados ou a ameaça do terrorismo bem demonstram, pelo que devemos mostrar-nos ativos na promoção da solidariedade e da coesão como valores essenciais do projeto europeu, por igual partilhado pelo conjunto dos Estados-membros, iguais entre si”, referiu também.

Entre elogios a Portugal, o presidente do Parlamento Europeu confessou, durante a cerimónia do 30.º aniversário em Belém, que a Europa precisa de redefinir o seu caminho. "Há trinta anos, finalmente, um sonho tornou-se realidade. Um sonho da democracia e da liberdade". A frase é de Martin Schulz e marcou o início da sua intervenção no Mosteiro dos Jerónimos

A celebração partiu ao som das notas da Orquestra Clássica Metropolitana, que fez ecoar nas paredes pintadas, em luzes de tom azul, da sala do antigo refeitório do Mosteiro o hino nacional, que antecipou o quarto movimento da 9.ª sinfonia de Beethoven: o hino da Alegria, que foi adotado como símbolo da União Europeia.

Já Durão Barroso, antigo presidente da Comissão Europeia e ex-primeiro-ministro de Portugal, ressalvou que a Europa "conta e não está em decadência", apesar das dificuldades que enfrenta e das críticas, que considerou infundadas, das forças antieuropeístas, mas também de governos nacionais. O antigo primeiro-ministro acredita que alguns pretendem fazer da Europa "bode expiatório das frustrações e insuficiências de políticos de curtas vistas" e fazem "uma idealização do passado", omitindo que falam de um passado sem liberdade e de "nacionalismos exacerbados", recordando as duas guerras mundiais que a Europa viveu.

Fonte: Portugal Gov.pt/Jornal de Negócios/INFOCID

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