Directório União Europeia

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Promoção da inteligência artificial desenvolvida na Europa

No âmbito da sua estratégia sobre a inteligência artificial, adotada em abril de 2018, a Comissão apresenta um plano coordenado elaborado com os Estados-Membros para promover o desenvolvimento e a utilização da inteligência artificial na Europa.

07/12/2018
O plano propõe ações conjuntas para uma cooperação mais estreita e eficaz entre os Estados-Membros, a Noruega, a Suíça e a Comissão em quatro domínios fundamentais:

aumentar o investimento;
disponibilizar mais dados;
promover talentos;
reforçar a confiança.
Para que a Europa se possa tornar líder mundial no desenvolvimento e aplicação de uma inteligência artificial de ponta, ética e segura, é necessário assegurar uma melhor coordenação.

Nos últimos seis meses, representantes dos Estados-Membros, da Noruega, da Suíça e da Comissão reuniram-se para identificar sinergias e ações conjuntas que passarão agora a ser revistas e atualizadas anualmente.

Foi atribuída a prioridade a domínios de interesse público, como os cuidados de saúde, os transportes e a mobilidade, a segurança e a energia, tendo sido possível chegar a acordo quanto ao seguinte:

1. Maximizar os investimentos através de parcerias
Os níveis de investimento na inteligência artificial na UE são baixos e fragmentados, em comparação com outras partes do mundo, como os EUA e a China.

De acordo com a estratégia para a inteligência artificial apresentada em abril, o plano coordenado prevê uma maior coordenação dos investimentos, criando maiores sinergias e, pelo menos, 20 mil milhões de euros de investimentos públicos e privados em investigação e inovação neste domínio até ao final de 2020 e mais de 20 mil milhões de euros anuais em investimentos públicos e privados durante a década seguinte.

Para complementar os investimentos nacionais, a Comissão investirá 1,5 mil milhões de euros até 2020, o que corresponde a um aumento de 70 % em relação ao período de 2014-2017. Para o próximo orçamento da UE a longo prazo (2021-2027), a UE propôs investir pelo menos sete mil milhões de euros, a partir dos programas Horizonte EuropaVer esta ligação noutra línguaEN••• e Europa DigitalVer esta ligação noutra línguaEN•••.

As ações conjuntas para alcançar estes objetivos de investimento incluem:

Estratégias nacionais para a inteligência artificial: Até meados de 2019, todos os Estados-Membros devem dispor das suas próprias estratégias em matéria de níveis de investimento e de medidas de execução, que contribuirão para os debates a nível da UE.
Nova parceria europeia público-privada: Será criada uma nova parceria para a investigação e a inovação no domínio da inteligência artificial, com o objetivo de promover a colaboração entre o meio académico e a indústria na Europa e definir uma agenda de investigação estratégica comum neste domínio.
Novo fundo para a expansão da inteligência artificial: A Comissão apoiará empresas em fase de arranque e as empresas inovadores neste domínio e as cadeias de blocos nas suas fases iniciais, assim como as empresas em fase de expansão.
Desenvolver e interligar centros de nível mundial: Serão criados e interligados centros europeus de excelência no domínio da inteligência artificial e criadas instalações de ensaio de referência a nível mundial em áreas como a mobilidade conectada e, através de polos de inovação digitalVer esta ligação noutra línguaEN•••, será facilitada a adoção da inteligência artificial em toda a economia (foram hoje anunciados 66 milhões de euros para os polos de robóticaVer esta ligação noutra línguaEN•••). O Conselho Europeu de InovaçãoVer esta ligação noutra línguaEN••• lançará igualmente uma iniciativa-piloto para apoiar as tecnologias de inteligência artificial da próxima geração.
2. Criar espaços europeus de dados
Para se poder desenvolver tecnologias em matéria de inteligência artificial, é necessário dispor de grandes conjuntos de dados, sólidos e seguros. Em conjunto com os países europeus, a Comissão irá criar espaços comuns de dados europeus, de modo a que a partilha de dados além fronteiras não tenha descontinuidades, sem deixar de assegurar a plena conformidade com o Regulamento Geral sobre a Proteção de DadosVer esta ligação noutra línguaEN•••.

O setor da saúde poderá beneficiar particularmente da inteligência artificial: em coordenação com os Estados-Membros, a Comissão apoiará o desenvolvimento de uma base comum de dados na área da saúde, com dados anonimizados de exames de lesões, cedidos por pacientes, a fim de melhorar os diagnósticos e o tratamento do cancro através de tecnologias que façam uso da inteligência artificial.

Até meados de 2019, a Comissão lançará um centro de apoio para a partilha de dados, a fim de prestar aconselhamento prático a todos os participantes europeus na economia dos dados.

3. Fomentar o talento, as competências e a aprendizagem ao longo da vida
O talento na Europa é essencial para o desenvolvimento e a utilização da inteligência artificial, mas os países da UE sofrem de escassez de profissionais das TIC e têm poucos programas de ensino superior especializados neste domínio. É por esta razão que a Comissão, em conjunto com os países europeus, pretende apoiar diplomas avançados em matéria de inteligência artificial, nomeadamente através da concessão de bolsas de estudo.

A Comissão continuará igualmente a apoiar as competências digitais e a aprendizagem ao longo da vida para todos os membros da sociedade, nomeadamente para os trabalhadores mais afetados pela inteligência artificial, tal como pormenorizado na sua estratégia para a inteligência artificialVer esta ligação noutra línguaEN•••.

Para se desenvolver uma inteligência artificial centrada no ser humano, é igualmente importante que esta esteja presente nos programas de ensino de outras disciplinas, como o direito. A utilização plena do sistema de Cartão Azul também ajudará a atrair e a manter na Europa profissionais altamente qualificados em matéria de inteligência artificial.

4. Desenvolver uma inteligência artificial ética e fiável
A inteligência artificial suscita novas questões éticas, nomeadamente, as relacionadas com a tomada de decisões potencialmente tendenciosas. Para criar a confiança necessária para que as sociedades aceitem e utilizem a inteligência artificial, o plano coordenado procura desenvolver uma tecnologia que respeite os direitos fundamentais e as normas de caráter ético.

Um grupo europeu de peritosVer esta ligação noutra línguaEN•••, representativo do mundo académico, das empresas e da sociedade civil, está a trabalhar nas diretrizes éticas para o desenvolvimento e utilização da inteligência artificial.

Até ao final de 2018, será publicada uma primeira versão, devendo os peritos apresentar à Comissão a versão final em março de 2019, após uma ampla consulta realizada através da Aliança Europeia de Inteligência ArtificialVer esta ligação noutra línguaEN•••. A nossa ambição é que a abordagem ética da Europa possa ser transposta para o contexto mundial. A Comissão está aberta à cooperação com todos os países terceiros dispostos a partilhar dos mesmos valores.

https://ec.europa.eu

Atualizado em 10-12-2018

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PORTAL ASSINALA 20 ANOS DO EURO

A moeda única completa 20 anos em janeiro. A propósito, a Comissão Europeia lançou um portal com informação sobre as vantagens da sua utilização.

Atualizado em 11-12-2018

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2ª Conferência do Fórum Permanente para as Competências Digitais

No próximo dia 12 de dezembro realiza-se a 2.ª Conferência do Fórum Permanente para as Competências Digitais, no Centro de Congressos de Lisboa.

PARTICIPE na conferência e conheça os projetos em curso e novas ideias para promover competências digitais para uma cidadania ativa, na inclusão, na educação, na qualificação e empregabilidade, na especialização e na investigação.

Para garantir uma cidadania ativa, juntamente com uma posição de liderança nacional na Europa, é preciso que haja mais pessoas incluídas e aptas digitalmente, mais ativas, com mais e melhores empregos. São também precisos mais produtos inovadores e atividades económicas ainda mais competitivas.

Durante o dia, vão estar presentes na Conferência organizada pela INCoDe.2030 – Iniciativa Nacional Competências Digitais, cidadãos, autarcas, professores, formadores, empresários e investigadores com projetos em curso e ideias para o futuro de Portugal.

PORTUGAL INCoDe.2030

O Fórum Permanente para as Competências Digitais tem como objetivo dinamizar e articular um leque alargado de atores sociais e garantir uma ampla mobilização para a Iniciativa Nacional Competências Digitais e.2030 | Portugal INCoDe.2030.

Inclui uma conferência anual pública na qual serão apresentados e comentados os resultados da evolução por Eixo, bem como apresentados casos nacionais e internacionais de boas práticas.

O Fórum é presidido por Rogério Carapuça, também Presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, APDC, com o objetivo de mobilizar os portugueses para construírem uma sociedade mais justa e mais atenta à crescente mudança tecnológica, fomentando mais inclusão no acesso ao conhecimento e na participação em redes de colaboração científica e tecnológica.

Fonte: INCode2030/FCT

Atualizado em 11-12-2018

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O que pensam os europeus sobre o espaço Schengen?

O inquérito Eurobarómetro Especial foi encomendado pela Direção-Geral da Migração e dos Assuntos Internos para avaliar a sensibilização, as atitudes e as opiniões dos europeus sobre o espaço Schengen.

10/12/2018
A livre circulação de pessoas é um direito fundamental garantido pela UE aos seus cidadãos. Todos os cidadãos da UE podem viajar, trabalhar e viver em qualquer país da UE sem terem de cumprir formalidades especiais. A criação do espaço Schengen dá uma expressão concreta a esta liberdade, permitindo que todas as pessoas atravessem as fronteiras internas (ou seja, as fronteiras entre países do espaço Schengen) sem serem submetidas a controlos de fronteira.

O espaço Schengen garante, por conseguinte, as deslocações sem restrições num território que abrange 26 países, habitado por mais de 400 milhões de cidadãos. O inquérito foi realizado em todos os Estados-Membros da UE entre 23 de junho e 6 de julho de 2018. Cerca de 30 000 cidadãos da UE de diferentes categorias sociais e demográficas foram entrevistados diretamente, em casa e na sua língua materna, a fim de serem recolhidas as suas opiniões sobre o espaço Schengen.

Para o efeito, as perguntas incidiram sobre:

Conhecimento geral do espaço Schengen;
Hábitos de viagem dentro e fora do espaço Schengen;
Perceção sobre o espaço Schengen;
Conhecimento e experiência sobre a reintrodução temporária do controlo nas fronteiras internas;
Sensibilização e apoio às iniciativas de controlo das fronteiras externas da UE.
De um modo geral, os resultados indicam que a maior parte dos cidadãos da UE conhece o espaço Schengen e aprecia as vantagens que proporciona: cerca de dois terços consideram que o espaço Schengen é uma das principais realizações da UE. Existe também um amplo consenso de que o espaço Schengen é bom para os negócios nos países da UE (75 % dos inquiridos).

A Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex) é a iniciativa da UE para a proteção das fronteiras externas mais conhecida: 50 % dos inquiridos familiarizados com estas iniciativas da UE já ouviu falar da Frontex.

No entanto, apenas 26 % dos inquiridos indicou ter conhecimento de iniciativas da UE para proteger as suas fronteiras externas, apesar da atenção dada ao assunto pelos meios de comunicação social nos últimos anos.

Por último, os inquiridos manifestaram um apoio claro a um maior empenhamento da UE tendo em vista ajudar os países a reforçar a segurança das fronteiras externas da UE (80 % dos inquiridos) e aumentar o financiamento para garantir a segurança dessas fronteiras (72 %).

https://ec.europa.eu

Atualizado em 12-12-2018

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