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  • 22 de Maio, 2026

Previsões económicas da primavera de 2026: abrandamento do crescimento e aumento da inflação devido a choque energético

As previsões económicas da primavera de 2026 da Comissão Europeia indicam uma desaceleração da atividade económica decorrente do choque energético provocado pelo conflito no Médio Oriente, que estimula a inflação e abala as expectativas económicas.

Até ao final de fevereiro de 2026, previa-se que a economia da UE continuasse a crescer a um ritmo moderado a par de uma nova descida da inflação, mas as perspetivas mudaram substancialmente desde o início do conflito. A inflação começou a aumentar algumas semanas após o início do conflito, impulsionada pela subida acentuada dos preços das matérias-primas energéticas, estando a atividade económica está a perder dinamismo. A situação deverá melhorar ligeiramente em 2027 se as tensões nos mercados da energia se atenuarem.

Após ter alcançado 1,5 % em 2025, as últimas previsões apontam para um abrandamento do crescimento do PIB na UE para 1,1 % em 2026, uma revisão em baixa de 0,3 pontos percentuais relativamente às previsões económicas do outono de 2025 (1,4 %). O crescimento do PIB deverá ser de 1,4 % em 2027. As projeções de crescimento para a área do euro são igualmente revistas em baixa, para 0,9 % em 2026 e 1,2 % em 2027, face a 1,2 % e 1,4 %, respetivamente. Prevê-se que a inflação na UE seja de 3,1 % em 2026, um ponto percentual mais elevado do que o previsto anteriormente, voltando a abrandar para 2,4 % em 2027. Na área do euro, a inflação é também revista em baixa para 3,0 % em 2026 e 2,3 % em 2027, face a 1,9 % e 2,0 %, respetivamente.

Previsões económicas para Portugal

As perspetivas económicas são menos positivas devido a uma série de choques adversos, mas espera-se que o crescimento se mantenha sólido tanto em 2026 como em 2027. A inflação global deverá aumentar em 2026 devido ao aumento dos preços da energia, prevendo-se que diminua em 2027. Espera-se uma descida marginal do desemprego num contexto de menor crescimento do emprego e da oferta de mão de obra. Prevê-se que o excedente orçamental se transforme num pequeno défice em 2026 e 2027. Após ter descido abaixo de 90 % em 2025, a dívida pública deverá continuar numa trajetória descendente. 

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